Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Encontro Slow Food Minas Gerais

Como já tinha falado antes, me associei ao movimento Slow Food. As discussões e ações propostas tem sido bem legais e como o projeto é ducaraidemais, eu quis trazer as reuniões que são seguidas de degustação para o Una Gourmet, onde sou coordenador. Fizemos a parceria e na última semana realizamos nossa primeiro encontro. 

Cozinhei com a líder do Slow MG, a queridíssima chef Isabela Gui. A ideia era fazer tudo com milho, alimento escolhido pelo grupo para representar Minas Gerais.

Fizemos um blini, tipo uma panqueca, só que russa, e ao invés de utilizarmos farinha de trigo, utilizamos milho cozido e processado.

Para acompanhar, fizemos um sour cream (creme azedo: creme de leite fresco batido com queijo minas, coalhada e algumas gotinhas de limão capeta) e uma pasta de tomate seco(hidrate os tomates em um caldo de legumes, depois bata no liquidificador) e mais milho e ficou assim:

 
O blini de milho ficou sensacional, bem diferente e muito mais gostoso que a receita tradicional! E o sour cream? Senhoooor! Eu já tava tomando de colher, achando que era iogurte, delicioso!!! 

O Slow Food sempre promove e valoriza os produtores locais e neste dia, a couve que você vê na foto acima e o mix de folhas que eu não tirei fotos =( vieram de um agricultor que só produz orgânicos. Ai meu Deus, esqueci de tirar fotos da tarte tatin de maçã também. Ô cabeça...rs

Se quiser participar das nossas reuniões, veja este link no site da Una: Una e Slow Food.

Abraços slow,

Felipe Tavares

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Slow food e condições de trabalho

Recentemente me associei ao movimento Slow Food. Não vou explicar o que é slow food aqui por é tudo meio complexo, mas resumindo é uma associação mundial sem fins lucrativos que surgiu em oposição aos efeitos do fast food em nossa vida. O movimento passa por uma série de esferas, não só no que diz respeito ao ato de comer. Depois procure mais informações é beeemm legal as ações que eles fazem pelo mundo.

Então, uma das premissas do movimento é que a qualidade do alimento deve ser 1) bom 2) limpo e 3) justo.

Estas premissas estão ligadas não só no alimento em si, mas nas condições do processo produtivo, respeito ao ambiente e, nas pessoas que fazem toda esta roda girar. 

E não há nada mais injusto neste meio que as condições de trabalho e nos salários oferecidos à todos que trabalham com alimentos: seja na agricultura, comércio, indústria e COZINHA! 

Então, me lembrei deste vídeo FODÁSTICO que vi no Marketing na Cozinha que resume tudo isto que eu falei aí em cima e nos mostra que não adianta focar só no alimento, é preciso pensar em todo o processo! Quando vi pela primeira vez chorei, arrepiei todinho, me deu um nó no estômago... :/ Ah, é inglês, sorry! 


Abraços derramando litros de lágrimas,

Felipe Tavares

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Empregos

Estava eu um dia, em um dos dois empregos, e pensei: Já que indico o site do Sine para todo mundo procurar emprego e sei que tem muitas vagas, vou ser cobaia para ver se funciona comigo! Utilizo o site como empresa, mas nunca tinha usado como candidato. 

Demorou um pouco para preencher, afinal o sistema deles não é lá estas coisas, mas consegui me cadastrar. Passou um dia, dois...E depois de uma semana, as coisas começaram a acontecer.

Recebi uma ligação, duas, três e mais uma mensagem convidando para uma entrevista. Fiquei chocado não só por receber os contatos(nunca dei muita sorte com a Catho ou similares), mas porque as vagas eram muito boas. Nada de salarinho e escalas de trabalho sem noção. Todas vagas boas, com salários bons, em lugares bacanudos.

Pensei em retirar o meu cadastro do ar, afinal, como você já sabe e falei lá em cima, já tenho dois empregos! :/ Mas nada nesta vida é para sempre e é sempre bom fazer novos contatos e abrir novas portas. Quem sabe não pinta algo muito interessante?

E você, tá esperando o quê para arrumar seu emprego na cozinha?

Abraços de cozinheiro,

Felipe Tavares

terça-feira, 26 de junho de 2012

A importância do self service

Todos nós quando começamos a trabalhar com culinária, nos imaginamos trabalhando em cozinhas organizadas e super bem equipadas; com uma turma de profissionais já experientes com cursos no exterior ou que já atuaram em restaurantes famosos; esperamos cozinhar só com ingredientes de primeira linha – filé mignon, atum fresco, lagostas, foie gras, trufas, pistilo de açafrão... - não ser explorado e ter horários normais. Ah, claro, você também quer trabalhar com serviço à la carte, afinal, você acha que sabe montar e decorar pratos, quer fazer tudo na hora (à la minute como dizia a velha guarda) e personalizado e tem muito ritmo de cozinha.

Identificou-se com o texto acima? Pois é, eu também, afinal quando saí do Senac era tudo isto que eu queria. Só que tinha um problema: eu nunca tinha pisado numa cozinha profissional antes e me achava o foda por fazer alguns jantares para amigos e familiares.

Já cansei de falar aqui o shock reality, o soco na cara, o tapa no pé da oreia ou sei lá qual o termo para dar mais ênfase que levei, ao pisar numa cozinha pela primeira vez. Mais um detalhe: era um restaurante self service de comida mineira que servia 400 pessoas por dia e tinha uma brigada repleta de mega profissionais, quase todos sem cursos profissionalizantes, mas com zilhões de anos de prática e, sim, abria todos os dias do ano. :(   

Depois deste vieram mais alguns self services, uns serviam 80 por dia, outro chegava até em 1800, outro 150. Resumindo, ralei muito em restaurantes “populares” antes de me deparar com um serviço à la carte e de ter oportunidades de trabalhar como personal chef e em eventos requintados.

Um self service “pauleira” faz muita diferença na carreira de um cozinheiro. Você aprende a ser rápido (quase num piloto automático, pra falar a verdade), descobre na marra uma forma de conviver com todos os tipos de pessoas possíveis, aprende a organizar seus pensamentos e corpo quando descobre que tem que fazer 12 carnes diferentes em poucas horas ou que sua praça de massas tem 15 travessas ou que são 30 saladas diárias. Sem contar que lá não tem chef, todos lavam panelas, esfregam o chão, ajudam na faxina e participam da escala para lavar a coifa e fogão. Não é mole para ninguém.

Assustador? No início é sim, não vou negar. Mas depois de um tempo trabalhando assim, você estará muito mais capacitado mental e fisicamente para encarar uma cozinha à la carte que em vários outros aspectos, se torna muito mais difícil e desgastante. Vai por mim.

Abraços de cozinheiro,

Felipe Tavares 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um emprego é para os fracos!


Pessoas do céu, tenho uma mega novidade para vocês!!
Agora tenho dois empregos! Nigga what? Isto mesmo, pra que um emprego se você pode ter dois e trabalhar 14h por dia? Como dizia uma música do Led Zeppelin: “Working from seven to eleven every night...”
Já tinha comentado aqui que estava trabalhando igual um ser humano normal: segunda à sexta, 7h às 15h. Pois então, este emprego é em um restaurante de um amigo que estudou no Senac comigo. Ele me convidou para ajudá-lo na administração geral e cozinha: compras, estoque, cozinhar, parcerias, contas etc etc etc. Enfim, tá sendo um curso de Gestão de Restaurantes. Tenho visto como funciona tudo, mas tudo mesmo!
Como eu estava chegando muito cedo em casa e coçando hahah Mentira, não foi nada disto.
Recebi um convite do Centro Universitário UNA, pois é, para quem conhece minha história sabe que lá foi meu último emprego na área de marketing. Aliás, foi lá que eu fiz faculdade e pós-graduação. <3 <3
Mas como que eu fui voltar para a UNA trabalhando com gastronomia? Aí é a melhor parte da história. Então, a UNA possui um núcleo de Gastronomia ligado ao curso de Nutrição, o UNA Gourmet. E advinha? Me chamaram para trabalhar na coordenação do núcleo. Tô lindo ou maravilhoso? =)))  Lembram quando eu falei em um post que nunca devemos fechar as portas, manter contato, etc? Taí a prova viva do que eu falo!
Já comecei a reestruturação, buscando novos parceiros, propondo novos cursos e mais um bilhão de ações novas! Todos “grita” e “comemora” comigo, por gentileza? Resumindo: a partir de agora vou conseguir juntar as duas formações que possuo: marketing e gastronomia! Let’s work babe!
Abraços de workaholic,

Felipe Tavares

domingo, 3 de junho de 2012

Fazendo freelas

Há algumas semanas fui convidado pelo Raphael Leroy que trabalhou comigo no L´Astigiano, para cobrir a folga do chef dele no seu novo e maravilhoso local de trabalho: Pousada Fazenda Nova Estância.

A pousada fica no meio do além, no interior de Brumadinho, perto do Inhotim. Para quem não é de BH ou MG e não conhece o Inhotim, é um Instituto de Arte Contemporânea com exposições maravilhosas e um jardim botânico com sei lá quantas bilhões de espécies diferentes. Clique aqui para conhecer um pouco mais do Inhotim. Lindão!

Voltando à cozinha, a pousada oferece uma proposta bastante interessante: além de trabalharem com o conceito slow food eles oferecem um menu degustação em um único prato. Funciona assim: você escolhe sua opção de carne, peixe ou frango e ela vem acompanhada de 7 guarnições aleatórias. Isso mesmo, não existe cardápio para as guarnições, tudo é feito de acordo com o que está na estação, que foi encontrado no mercado com melhor qualidade, etc. Fino demais, né?!

Mais um detalhe, o Raphael e seu chef venezuelano Marllony Perez não são cozinheiros normais. Eles são monstros na cozinha que utilizam todas as técnicas possíveis e impossíveis em seus pratos. Criatividade é mato para os dois.

Vamos para as fotos para vocês entenderem porque este foi o melhor freela que eu já fiz na vida!

Cozinha da pousada. Fogão à lenha, forno de pizza,
bancadas gigantes e tudo mais que você precisar.


Dispensa: nunca vi tantas especiarias e temperos juntos na vida.
O que você imaginar tem nestes potinhos e vidrinhos

Quadro para anotar as ideias, cardápios futuros, etc.

Cardápio da noite: cenoura alla putanesca, batatas huancaina,
polenta, purê de beterraba com crisp de cará, koolsal - coleslaw,
caviar de berinjela com pão de queijo frito e patacons com guacamole

Prato montado com linguado em crosta de pesto.
Esq. para direita: patacons, batata huancaina, cenoura alla putanesca, koolsal,
polenta, pão de quejo, purê de beterraba e crisp de cará.


Se para as guarnições não existe cardápio fixo, muito menos para as sobremesas. Praça que o Raphael é louco e tem muito a manha. 


Salame de chocolate com sorvete.
Deve ter uns 4 tipos de castanhas dentro deste creme de chocolate,
sem noção de gostoso
!   
Salame de chocolate só que com sorvete de...
PIMENTÃO VERMELHO. Delicioso

Popcake com sorvete Bela Adormecida.
O popcake é feito de três tipos de bolo assados separados,
depois são esfarelados e formam um novo bolo. Depois é passado na farinha Panko e frito. Bela Adormecia é um sorvete de ervas relaxantes: camomila, cidreira, etc.

Romeu e Antonieta: variação do tradicional Romeu e Julieta, só que ao invés de goiabada é um tomate caramelizado. 
Depois de cozinhar horrores, chega a hora dos cozinheiros
 comerem os restos e tomarem aquela gelada num frio desesperador. 
Então, eu tava lindo ou marrravilhoso? kkk Sério, impressionante a estrutura da pousada, a cozinha, os pratos, a recepção que eu tive, tirando o frio que quase me congelou, tudo lá é top de linha. 

Para terminar, olha só a vista da cozinha no outro dia enquanto fazíamos o almoço:



Abraços de freela conhecendo lugares inimagináveis,

Felipe Tavares

terça-feira, 8 de maio de 2012

Manual de como arrumar emprego na cozinha

Quando fui trocar de carreira, ficava pensando em como arrumaria emprego na cozinha. Afinal, de nada valia minha experiência em comunicação e marketing e nem formado no curso de Cozinheiro eu era ainda. Quem me daria uma oportunidade?

Na época, pedi à um colega de curso que me arrumasse emprego no seu restaurante. "Marcelo, preciso saber como uma cozinha de verdade funciona, me coloca lá para fazer qualquer coisa, lavar panela, sanitizar as folhas e legumes, ficar olhando o povo trabalhar. Qualquer coisa, mas preciso conhecer a realidade fora das nossas cozinhas lindas e organizadas aqui da escola."

Fui pra lá e as proezas que aconteceram durante meu estágio de 1 mês eu escrevi logo no início deste blog aqui e aqui.

Pois bem, depois de alguns anos de cozinha, de conhecer trocentas pessoas diferentes e de trabalhar com mais um tanto, vi o seguinte:

- a melhor maneira para arrumar emprego na cozinha é tendo um bom networking. Sabe aquele colega de sala que senta ao seu lado; que ninguém dá nada por ele; que você não convive tanto? Então, ele pode ser seu chef no futuro, abrir um restaurante ou até mesmo te indicar para uma vaga que você nem imaginava que existia. Ou seja, não destrate/brigue com ninguém, não exclua ninguém, afinal, todos tem uma boa história para contar. E os cursos geralmente não são tão longos, custa suportar todo mundo? =)

Além deste networking de sala de aula, é importante manter contato com as pessoas que você trabalha/trabalhou. Assim, quando alguém trocar de emprego e surgir uma oportunidade melhor ele pode te ligar. Sempre preferimos ter pessoas ao nosso lado que conhecemos ou que um amigo nosso conheça. 

- Seja cara de pau. Têm vontade de trabalhar naquele restaurante que você adora, acha lindo, mas acha que não tem experiência suficiente? Fodas, bate lá na porta, peça para conhecer a cozinha e o chef e entregue seu currículo à ele. Como já falei aqui, não conheço um restaurante sequer que não está precisando de alguém na cozinha, mesmo que seja para ser freelancer.

Se não rolar assim, pesquise em revistas e sites de gastronomia vários restaurantes da sua cidade - tipo de cozinha, horários de funcionamento, se é de fácil acesso para você, etc. -  faça uma rota, imprima um bocado de currículos e vai batendo de porta em porta. Tenho certeza que pelo menos algumas entrevistas você vai conseguir.

- Cadastre seu currículo agora no site do Sine - Sistema Nacional de Emprego. Depois que descobri esta ferramenta, nunca mais bati cabeça procurando pessoas para a cozinha. Lá você faz seu currículo online e gratuito para todo o Brasil, com pretensão salarial, experiências, etc. E só para baixarmos a nossa bola, procure quantos cozinheiros estão disponíveis só na sua cidade com a mesma experiência que você ou até mais, muito mais. I die. Dá vontade de cortar os pulsos, vender o corpo e sair gritando que vai estudar na Europa só para ter um diferencial. Outro dia vi um currículo de uma garota procurando emprego que trabalhou no D.O.M. Sentei e chorei na hora. I die [2]

- As escolas de gastronomia possuem câmaras de estágios, bancos de emprego, etc. Cadastre seu currículo lá e o mantenha atualizado mesmo depois de formado. Geralmente, estes lugares tem vagas em ótimos locais que priorizam pessoas estudadas e não aqueles pés de gordura e pés de cachorro que não sabem nem o que é foie gras que, infelizmente, encontramos por aí.

- Os sites de emprego tradicionais: Infojobs, Catho, Vagas.com, etc. possuem algumas vagas, mas confesso que nunca vi nada lá muito interessante, mas não hora do desespero não custa cadastrar nos gratuitos (Infojobs e Vagas.com) e até fazer um teste de gratuito de 7 dias na Catho.

- E por último, os itens mais importantes: estude, pesquise, pergunte, crie, treine, faça sua família de cobaia, arrisque a cortar mais rápido, corte a mão, queime...De nada adianta conseguir uma entrevista/teste e chegar lá não saber saltear uma massa, descrever uma base de risoto ou até mesmo limpar um filé.

Abraços de coaching,

Felipe Tavares

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Time of changes"

Pessoas lindas,

Passando aqui só para dizer que sai do L'Astigiano, quem me segue no Facebook e Twitter já sabe desta notícia há algum tempo. Se não me segue, pode seguir por gentileza kkk

Chega um momento na vida que precisamos enfrentar novos desafios, sair da zona do conforto - já dizia aquela frase mais batida nos tumblr da vida: "Sua vida começa aonde sua zona de conforto termina" e buscar novas perspectivas pessoais e profissionais. 

No último mês que cumpri meu aviso, selecionamos e treinamos a nova brigada da cozinha e em breve farei um post sobre as qualidades que buscamos em cozinheiros e auxiliares. Aconteceram situações realmente hilárias que preciso compartilhar com vocês.

Ainda não quero expor muitos detalhes sobre o novo emprego (Ui, fiquei tímido de repente hahaha), mas falo o seguinte: trabalho em um outro restaurante agora de segunda à sexta-feira e das 7h às 15h. Ou seja, nada de feriados e fins de semana dentro de uma cozinha e nada de virar noites na vida loca da madrugada. Fim da minha "era" Anthony Bourdain #cozinhaconfidenciallifestyle.

Abraços empolgadíssimos,

Felipe Tavares

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

2 anos de quê?

Agora em janeiro completou 2 anos que estou trabalhando na cozinha e dois do Indo pra Cozinha. Parece que tem muito mais tempo, afinal, como raramente temos folgas os dias e as experiências são bem mais intensas. Então, acho que nada mais justo que eu parar um pouco para avaliar como foi todo este tempo e o que eu vi e vivi neste tempo. 

Vi muita coisa: restaurantes e cozinhas mega estruturadas, restaurantes que atrasam pagamentos e não valorizam em nada seus funcionários, pessoas apaixonadas pelo o que fazem e se divertem em uma cozinha, pessoas que estão ali trabalhando sem paixão alguma ou dom, mas que precisam de um emprego; pessoas que amam a cozinha, mas que desistiram desse sonho em virtude das condições de trabalho e baixos salários. Vi muito mais coisas, mas também já comentei isto em outros posts.

Vivi muito também: conheci pessoas maravilhosas, outras nem tanto, trabalhei como um condenado em férias e feriados, aprendi trocentos pratos e técnicas diferentes, me cortei horrores, me queimei e ainda hoje me queimo quase que semanalmente rs, fiquei algumas semanas sem nenhuma folga e dobrando constantemente, virei noites na farra após dias loucos e estressantes na cozinha e fui trabalhar direto, ri muito, aprendi muito, descobri um outro lado meu, briguei, xinguei, chorei, achei que não era capaz de enfrentar tanta mudança na vida e que também não tinha condições de trabalhar em uma cozinha.

Mas, tudo passa e estou aqui indo para meu terceiro ano na cozinha. Feliz? Sim, com certeza, não trocaria minha vida, quer dizer, talvez eu começaria mais cedo nesta carreira. Realmente amo muito a cozinha e o ambiente de restaurantes e é algo que quero para minha vida. 

Não posso ser hipócrita e falar que tudo nesta vida é lindo e que eu sou a pessoa mais feliz neste mundo, também não é assim. Tenho algumas crises, decepções, ainda não consigo acreditar porque se paga tão pouco para os funcionários da cozinha e tanto para os garçons hahaha, como alguns patrões valorizam pouco ou quase nada sua brigada de cozinha. Porra! Ralamos pra carai, criamos, executamos, planejamos e quem serve a nossa comida e atende é que leva a grana? Não tiro o mérito dos garçons, jamais faria isso, mas as pessoas vão até um restaurante é para comer e, consequentemente, serem bem atendidas. Então, show me the money!!!

Muitas pessoas me perguntam o que eu espero do futuro com a Copa do Mundo, Olimpíadas, valorização da profissão, crescimento da gastronomia etc. Realmente a tendência é que tudo melhore, a cada dia abre um restaurante novo em algum lugar e estes lugares não estão sendo ocupados por cozinheiros de prática, eles querem pessoas estudadas, que falem outras línguas, que conheçam diferentes tipos de culinária e técnicas diferentes. Mas o problema não são estes grandes eventos, o problema é o que fazer depois deles. Será que este tanto de hotéis, restaurantes, bares, gastropubs, etc terão demanda o suficiente para funcionar? Então, depois desse boom talvez nossa profissão seja ainda mais mal paga, porque profissional para trabalhar é o que não vai faltar. 

O número de restaurantes que abrem é diretamente proporcional ao número de restaurantes que fecham por má administração e outras questões. Tem muito "empresário" achando que é fácil administrar um negócio neste segmento, que é só abrir as portas que os clientes brotam, que vão lucrar no primeiro ano de negócio, que receberam uma graninha e vão investir neste "sonho". O jogo não funciona assim, meu caro. Também é preciso muita paixão e dedicação para administrar um restaurante. 

Se você já mandou e-mail para mim pedindo conselhos e dicas de como enfrentar a cozinha ou trocar de carreira, sabe muito bem meu discurso: não é tudo tão lindo, tem que gostar mesmo, ralamos mesmo, o clima é tenso e quente, se planeje, faça uma pé de meia antes bla bla bla Meu discurso não muda e talvez nunca mude. O que precisa mudar é mentalidade de muitos restaurateurs/administradores.

Abraços comemorativos,

Felipe Tavares

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Por dentro do Restaurant Week

Era para eu postar algo esta semana, mas o Restaurant Week está uma loucura e não está sobrando tempo para nada! Nunca vi tanto cliente na vida. Não importa se é segunda-feira, final de mês, nada, sempre estamos lotados. Estamos quebrando recordes e mais recordes da casa. Sucesso absoluto nossa 1ª participação no RWBH! Todos GRITA e COMEMORA =))) E hoje e amanhã (últimos dias) o caos parece que está mais que garantido.

Nestas últimas semanas eu tenho levantado às 11h...Tá um pouquinho mais tarde que isso... Almoço e deito de novo para poupar ao máximo minhas pernas e a cabeça que fica a mil por hora. Enquanto estou deitado, fico planejamento tudo para quando chegar na cozinha não perder tempo algum.

Uma das vantagens do Restaurant Week para a cozinha é que se estamos com a "praça de guerra" toda montada, não tem erro. É só finalizar os pratos e mandar, numa velocidade quase "mcdonaldiana". O problema é montar essa "praça de guerra", parece que voltei aos meus tempos de "serve-serve". (rs)

Se eu sobreviver à este final de semana (olha o drama, Felipe) volto em breve com o ritmo normal do Indo pra Cozinha. Ainda tenho que contar do último encontro da Confraria com o Gustavo cozinhando maravilhas para nós! 

Abraços ansiosos, 

Felipe Tavares

PS: Obrigado à todos os familiares e amigos que foram jantar no restaurante e me deixaram muito orgulhosos! =) Se eu tivesse recebido os 10% das mesas de vocês, eu tava rico! (kkk)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dia de caos na cozinha

Não era uma sexta-feira normal, era dia 29, dia do nosso tradicional festival de nhoques ou "Gnocchi della Fortuna". Chegamos bem mais cedo no restaurante para adiantarmos tudo e para montarmos a "praça de guerra". Sexta-feira com o festival? Caos na certa! 

Antes de abrirmos a casa, mais da metade do salão já estava reservado e o telefone não parava de tocar, parecia um call center indiano. Todo mundo resolveu jantar no restaurante naquele dia e a cada toque do telefone minha barriga esfriava...Vamos ter estoque suficiente para servir todo mundo?

Abrimos a casa pontualmente às 19h e parecia que tinham clientes esperando do lado de fora porque eles foram chegando, chegando...Uns com reserva, outros sem...

Acho que servimos uns 4 turnos neste dia. A turma que chegou às 19h, 21h, 22h, 23h30...As comandas não paravam de chegar à cozinha e a cada vez que eu olhava para trás, eu via pedidos de todos os jeitos: entradas, sobremesas, filés com pontos inimagináveis...Olhava para o relógio e não acreditava que às 23h30, tínhamos mais de 10 mesas para servir e tinham clientes esperando mesas no salão de eventos. Socorro! De onde saiu tanta gente? 

No meio daquela sequência infinita de comandas, vimos que uma mesa tinha pedido festival de nhoque para 4 pessoas. Oi? Nhoque agora? Acho que não tem mais não...Fato! O que tínhamos naquele momento não era suficiente para servir à mesa, avisamos ao garçom, ele extremamente decepcionado vai atá a mesa e avisa aos clientes. Troca-se o pedido e o caos continua na cozinha...

Aos poucos as comandas vão desaparecendo e o clima na cozinha começa a se normalizar. "Uhuu, é a última mesa!" Alguém gritou, TODOS COMEMORA! Fechamos com chave de ouro, nenhuma reclamação dos pratos! =)

Então o garçom chega na boqueta e avisa: "Sabe aquela mesa que pediu nhoque e não tinha? Eles são de um site de críticas gastronômicas - ondecomo.com, avisaram agora na hora de pagar a conta e deixaram o cartão deles..."

Todos na cozinha se entreolharam, buscamos as comandas da mesa para ver o que eles tinham comido...Bom, agora é esperar.

Esperamos alguns dias e a crítica saiu. Sei que você já leu muito até aqui e obrigado por isso(rs), mas não deixe de ler a crítica que foi lindaaaa!

Clique aqui para acessá-la. 

Abraços caóticos,

Felipe Tavares

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Parabéns "Feito com pimenta"

O blog da minha amiga Mariana, "Feito com pimenta" está celebrando 2 anos e dentro das comemorações, ela convidou alguns blogueiros e amigos para escrever um texto com uma temática gastronômica, eu não podia falar sobre outra coisa a não ser minha louca mudança de profissão e meu amor pela cozinha. Confira o texto abaixo:

Cozinhando com prazer


Quando larguei toda uma vida profissional para ir para cozinha, fui alvo de muitas críticas. Muitos achavam que eu estava sendo louco e que não deveria transformar meu hobby em carreira. Já outros me apoiavam e diziam que eu deveria correr atrás do meu sonho.

Quase dois anos se passaram e até hoje, muitos conhecidos me perguntam se valeu a pena ou se eu me arrependo. Não me arrependo e acredito que já valeu e ainda vai valer muito a pena.

Trabalhar com gastronomia é uma atividade extremamente gratificante. Sabe por quê? Trabalhamos para fazer as pessoas felizes! È muito lindo ver a reação de um cliente quando um prato nosso chega à sua mesa, os olhos brilham, ele comenta com o seu companheiro ao lado: “Nossa, deve estar uma delícia!” e a reação da pessoa quando dá a primeira garfada no prato? Sem comentários. É muito bom!

As pessoas vão ao restaurante, para celebrar uma data especial, para conquistar, às vezes para impressionar, ninguém (na maioria das vezes) está ali obrigado e, isto, torna o nosso serviço muito mais fácil e prazeroso. Queremos servir uma comida que seja digna daquele momento!

Claro que nossa vida, também é “feita com pimenta” e às vezes, daquelas bem ardidas! Uma sexta feira quando a casa está lotada de reservas e todos na cozinha ficam tensos, um cliente que chega quando estamos com a cozinha quase fechada, um compromisso que não podemos comparecer porque trabalhamos até tarde...

Cozinhar é quase uma alquimia, é saber transformar e valorizar uma simples batata que um dia alguém plantou em uma roça bem distante, sem pretensão alguma, e fazer dela uma batata rosti, dauphinoise, ou até mesmo uma simples batata assada para agradar aos mais diversos paladares. E, em volta desta batata, é criado um momento de celebração, descontração e de pura felicidade, seja em um restaurante ou em um almoço de domingo com a família.

Do cozinheiro, blogueiro e amigo Felipe Tavares, que escreveu esse texto especialmente para brindar os 2 anos do Feito com Pimenta.

Abraços comemorativos para o "Feito com pimenta",

Felipe Tavares

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O cliente tem sempre a razão?

A pergunta do título deste post pode parecer óbvia para muita gente. "Claro que ele sempre tem a razão!". Principalmente, se você ou eu somos os clientes, afinal os restaurantes e outros tipos de comércio, dependem de nós para sobreviverem e, por isso, devem atender às nossas necessidades.

Porém, nos últimos meses tenho passado por situações um pouco bizarras na cozinha. Clientes que pedem para acrescentar/retirar ingredientes de determinados pratos. "Ah, Felipe, não seja estrelinha, deixa o povo comer o que quiser..." rs Tudo na vida existe um limite. 

Há alguns dias, uma cliente pediu um espaguete com lagostim e pediu para que acrescentássemos gorgonzola ralado ao prato. Hein?! Gorgonzola não se rala! Ou pior, nunca se mistura queijo à frutos do mar! Como negamos, ela pediu então que colocasse provolone ou mussarela de búfala ao prato. Não filha, você não está entendendo, pára de colocar queijo nos frutos do mar! rs No final das contas, não coloquei o queijo à massa, mas servi um ramequim com o gorgonzola despedaçado :( 

Aí eu te pergunto, devemos inibir este tipo de pedido, pois sabemos que a combinação não vai ser boa? Outro dia uma cliente queria tomate seco cozido no molho de tomate, penne à carbonara...rs Ou devemos deixar o cliente, que paga pelo prato, escolher o que quer comer e sair dali feliz? Mas e se a gente souber que a combinação vai dar errada, devemos negar, não servir e deixar o cliente constrangido? Quantas perguntas! 

Lembro de uma cena do filme "Um bom ano" em que o Russell Crowe vai ajudar a proprietária do restaurante e ela diz à ele: "Lembre-se, aqui na França o cliente nunca tem a razão!" Será que os franceses conseguiram o status de melhor cozinha do mundo(minha opinião) por serem tão radicais? Não aceitarem mudanças nos ingredientes ou nas técnicas?

E você, o que acha de tudo isso? 

Abraços confusos,

Felipe Tavares

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pode vir caos!

Você achou que eu tinha esquecido de fazer um post da Festa Italiana que falei aqui? Jamais!

Durante toda a semana estávamos nos preparando para o caos da Festa. Fizemos uns 50L de molho de tomate, uns 20L de molho de carne, cozinhamos quase 20kg de ossobuco para depois desfiar, desfolhamos dezenas de molhos de manjericão para fazer sei lá quantos litros de molho pesto, fora as entradas(involtini de berinjela, bruschetta de tomate e fritatta de abobrinha) e o tiramissu que deram muito mais trabalho que os pratos principais. 

No dia eu cheguei às 7h30, já o Douglas dormiu no restaurante para adiantar mais coisas.#tenso Descemos para a feira e nossos dois auxiliares ficaram na cozinha do restaurante para cozinhar massa e nos dar apoio no que for necessário. Fora os garçons, extras, Paolo e Martha que estavam com a gente. 

Meu chef com sua dolma vermelha finérrima e eu no meio do caos

Claro que estávamos preparados para o caos, todos do restaurante já tinham me avisado que no ano anterior tinha sido uma loucura. Só não estávamos contando que todo mundo da feira queria provar dos nossos pratos. Pelo o que minha família e amigos falaram, o nosso stand era um dos mais cheios, pelo tamanho da fila dá para você ter noção. =D

Nosso stand à esquerda e um pedaço da fila...

Na hora que davam estas filas gigantes, eu e o Douglas combinamos de não olhar para trás para não desesperar e só íamos atendendo aos pedidos dos garçons. Nesse dia meu sobrenome virou ragú de ossobuco e o do Douglas virou pesto. Só escutávamos "4 ragús", "5 pestos" e íamos cozinhando no melhor estilo McDonald's. 

As filas pareciam eternas, ao fundo escutávamos todos os clássicos da música italiana, o que nos deixava ainda mais agitados. Tem como escutar Tarantella e ficar calmo? Nunca vi gente mais animada que os italianos, tá doido! Nós entrávamos no clima e, quando você olhava, todos do stand estavam dançando e batendo palma também. 

"Quantos ragús de ossobuco? 300? 500?" (rs)

O ragú de ossobuco acabou, fizemos mais, acabou de novo, a bruschetta acabou, o pesto acabou, fizemos mais e o povo não parava de comer nunca! Nessa hora meu pulso já estava mais que dolorido de tanto saltear massa. Alguns amigos e familiares passaram no stand para me dar os parabéns e eu só pensava: "Será que vou aguentar tomar uma depois daqui para comemorar meu aniversário?" 

Nem tinha muita gente lá!

Já era quase 21h, a Tarantella já tinha tocado umas 20x, o show de ópera e as outras apresentações tinham acabado, o DJ italiano já tinha tocado todo seu repertório - incluindo claro, a Tarantella versão techno - e já estava juntando suas coisas. As famílias já tinham ido embora, só restavam milhares de jovens que tinham bebido vinho o dia inteiro e nem sabiam mais porque estavam ali. Nessa hora o Paolo olhou para toda sua equipe, cada um com a cara mais desolada do mundo, e falou: "É, acho que está na hora de irmos embora!" 

No caminho fomos avaliando o dia, o que deu certo, o que poderia melhorar, etc, mas no fim das contas, valeu muito à pena! Nosso stand e nossa comida fizeram um sucesso enorme! E, todo o cansaço do dia passou depois que tomei algumas Brahmas geladas, brindando não só o meu niver, mas também o sucesso do dia!

Abraços tarantellados,

Felipe Tavares

sábado, 4 de junho de 2011

Manhêee, tô bombando!

Como falei no post anterior, a Festa Tradicional Italiana é bastante famosa aqui em BH, mas eu nunca tinha ouvido falar dela antes de ir para o L'Astigiano. Deve ser porque eu não tenho nenhuma descendência italiana. (kkk) 

Esta semana foram alguns jornalistas lá no restaurante, entrevistar o Paolo Resmini, proprietário do restaurante e fotografar um dos pratos que serviremos no dia da festa. Fiz o prato no capricho, o Douglas Fernandes, meu chef, fez aquela montagem perfeita que só ele sabe fazer e o prato ficou lá sendo fotografado por horas e horas. "Ah, a matéria sai na sexta-feira..."

Eu nem estava esperando muito da matéria, afinal já trabalhei com Assessoria de Imprensa, e sei como é difícil conseguir um lugar de destaque nos grandes jornais, mas quando eu fui até a banca comprar o jornal, me deparei com o nosso prato na capa do Jornal O Tempo. What? Capa?É isso mesmo? Todos COMEMORA!

Além de sairmos na capa, no caderno especial sobre Gastronomia e sobre a Feira Italiana, nosso prato saiu em lugar de destaque e ainda com citação do Paolo e tudo mais. Sucesso absoluto! Abaixo você pode ver o print da versão online e aqui você pode ver a matéria completa.


Uhuu! Manhêeee, o prato do seu filho saiu na capa do jornal! (rs)

Abraços deslumbrados,

Felipe Tavares

Ps: Depois eu conto para vocês se eu sobrevivi à feira, que tem um público esperado de 50 mil pessoas. MELDELS!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Aniversário também é na cozinha

No próximo domingo, dia 5 de junho, é meu aniversário! Aêeee! "Parabéns para mim, nesta data querida..." #foreveralone rs Tá explicado agora, porque estou meio estranho nestes últimos dias, é o tal do inferno astral, né? rs

Anyway, não vai ter festinha neste dia, não vou fazer terrines e nem boeuf bourguignon igual nos últimos anos rs Não, não estou revoltado da vida só porque estou fazendo 27 anos. O que acontece é que vou trabalhar neste dia. "Como assim, Felipe? Domingo você não trabalha!" Pois é, acontece que este ano, bem no dia do meu niver vai ter a famosa Festa Tradicional Italiana na Savassi. E o L'Astigiano Ristorante, como uma tradicional casa italiana vai estar lá. 


A festa é realizada pela Associação Cultural Ítalo-Brasileira de Minas Gerais - ACIBRA-MG e, pelo o que todo mundo está me falando lá no restaurante nestas últimas semanas, as ruas ficam lotadas de gente bonita e, cozinhamos até nossas munhecas doerem de tanto saltear massas. Que venha o caos! Adoro! Além de boa comida e bebida, terão shows e apresentações culturais também.

Então, fica o convite, se quiser me dar um abraço de aniversário, já sabe onde me encontrar. 

Abraços de aniversariante,

Felipe Tavares

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dia das Mães é na cozinha

Algumas datas são fundamentais para qualquer tipo de restaurante. Natal, reveillon, dias das Mães/Pais, dia dos Namorados, etc. Nestas datas, grande parte das famílias gostam de comer fora, conhecer lugares diferentes e até gastar um pouco a mais para ter uma comodidade.

Há 1 ano, eu trabalhava no Rancho Fundo e fiz esse relato do dia das Mães. Resumindo: quase 1200 pessoas, sei lá quantas dezenas de quilos de comida, cozinha com mais de 15 funcionários, um buffet com mais 60 pratos...Nossa Senhora, parece que foi ontem, lembro do stress que todo mundo estava, eu tinha 1 mês de casa e estava mais tenso que qualquer um ali, mas no fim todo mundo sobreviveu e tudo correu muito bem.

Já neste último dia das Mães, a história foi outra. O L'Astigiano não funciona aos domingos e feriados, mas como eu falei no início deste texto, algumas datas são fundamentais. É o que falo para o auxiliar que contratamos e está encarando sua primeira cozinha depois da do Senac: "Risque estas datas especiais do seu calendário. Estes dias serão os que a gente vai mais trabalhar!" 

Fizemos um cardápio especial, 4 pessoas na cozinha, trabalhamos só com reservas e devem ter passado algumas dezenas de clientes ali, mas nem por isso a correria e o stress não estavam presentes. Se uma cozinha está muito calma, com tudo no seu devido lugar em pleno horário de funcionamento é porque está errado. 

Calma que eu vou colocar a tradução...

Antipastos
Pimentão recheado
Barquete de endívia recheada com queijo e nozes
Vitelo ao molho de atum e alcaparras
Pétalas de cebola empanada

Primeiro prato
Fusili ao molho pesto

Segundo prato
Filé em crosta de funghi com purê de mandioquinha(batata baroa)

Sobremesa
Mil folhas ao creme de café

Só deu tempo de tirar foto dos antipastos

Por mais que estes dois dias das Mães que eu passei cozinhando tenham sido completamente diferentes um do outro, uma coisa tem que ser sempre igual: planejamento. E planejamento em cozinha chama-se mise en place. Com uma "praça" bem montada, com tudo já cortado, porcionado, adiantado e, claro, com uma equipe bem montada, não tem erro, podem ser 1200 clientes ou dezenas deles, o sucesso é garantido!

Abraços descansados,

Felipe Tavares
Related Posts with Thumbnails